No papel um cupom sempre parece melhor: 15% de desconto ganham de 4% de cashback sem discussão. Num carrinho de verdade a resposta é menos óbvia, porque os dois trabalham sobre números e condições diferentes.
A aritmética
O cupom reduz o preço que você paga. O cashback devolve parte do que você já pagou. Num carrinho de 200:
- um cupom de 15% economiza 30 — você paga 170;
- um cashback de 4% devolve 8 — você paga 200 e recebe 8 de volta.
Aqui o cupom vence, e quase sempre vai vencer. O interessante é outra coisa: com que frequência o cupom simplesmente não se aplica.
Onde o cupom perde
Um desconto que não passa não vale nada. Cupons falham pelas quatro razões de sempre — vencido, só primeira compra, valor mínimo, categorias excluídas — e essas exclusões batem exatamente onde você gasta mais: eletrônicos, itens em promoção, vale-presentes.
O cashback não tem nada disso. Não vence, não tem mínimo e não liga para a categoria. Uma taxa de 4% que funciona sempre vale mais que 15% que funcionam uma vez em cinco.
Onde o cashback ganha sem discussão
Em algumas categorias as taxas não são pequenas. Produtos digitais — livros, assinaturas, programas — têm as maiores taxas do catálogo, e cupons ali quase não existem: não há o que descontar, o preço já é o preço.
Se uma loja mostra taxa de dois dígitos, quase sempre é digital. É o caso em que o cashback não é prêmio de consolação, e sim o negócio bem melhor.
Use os dois, na ordem certa
Eles não se anulam. O cupom reduz o preço no checkout; o cashback devolve parte do que sobrou. Os dois valem para o mesmo pedido.
O que importa é a ordem: entre na loja por nós primeiro, depois digite o cupom. Ao contrário você mantém o desconto e perde o cashback — a loja vê o último link que trouxe você, e não será o nosso.
Regra prática
- Cupom que funciona acima de 10% — use o cupom e some o cashback.
- Cupom de que você desconfia — ative o cashback antes e depois teste o cupom. De qualquer forma não perde nada.
- Nenhum cupom — o cashback é toda a economia, e é o que nunca falha.